Os motores de busca e as redes sociais estão a servir de veículo de propagação a vírus informáticos, mascarados de novas informações ou registos multimédia da morte de Bin Laden. A promessa de uma fotografia de Bin Laden vivo com o jornal de ontem, segunda-feira, é falsa. Assim como o vídeo do momento em que o "número um" da Al-Qaeda foi morto na mansão de Abbottabad, no Paquistão. A curiosidade pode ser fatal.Um clique pode significar a invasão do computador por um “cavalo de tróia”, um programa malicioso usado para roubar informação. A navegação é um campo minado: as ligações que encaminham para estes perigos informáticos estão a ser disseminadas via Facebook, Twitter e Google, sobretudo na pesquisa por imagens (a mais comum é a de fotografias de Bin Laden morto), mas também por e-mail.
Os sites de destino alertam para um vírus que dizem estar a infectar o computador do cibernauta e aconselham a instalação de um anti-vírus, que é, afinal, o software malicioso. O ataque é desencadeado pela vítima. O mesmo acontece no Facebook, onde um link que é dado como da BBC pede, para ser visualizado, a senha de acesso à rede social. Quando o utilizador a fornece, o link é replicado no seu mural.
A estratégia não é nova; acontece amiúde com notícias de vasto alcance. “Suponho que era inevitável. A morte anunciada de Osama bin Laden é demasiado boa para que os cibercriminosos e golpistas a deixassem passar”, escreve o director de investigação em segurança da McAffee, David Marcus, no blogue da empresa de antivírus e firewalls. “Assegurem que o vosso software de segurança está totalmente actualizado”, frisa.
A alternativa é navegar com cuidado redobrado, verificar sempre os links em que se clica, para evitar as armadilhas espalhadas pela rede. Um nome diferente no URL do que é publicitado pode ser um indício importante de que o destino seja malicioso. Um título que noticie algo completamente novo, também. E não só em inglês: um dos esquemas, com origem alegadamente brasileira, está em português e promete um vídeo de Bin Laden.
Os cibercriminosos foram particularmente rápidos desta vez – em relação, por exemplo, às artimanhas informáticas que aproveitaram o desastre no Japão. É natural que nos próximos tempos proliferem outras formas de ataques.