O muro de silêncio sobre a doença que levou o presidente venezuelano a ser operado de urgência em Cuba a um "simples abcesso na região pélvica" e a continuar neste país 12 dias depois está a inquietar a Venezuela. Nenhum boletim médico foi emitido e nem se sabe ao certo qual o local onde Hugo Chávez está a restabelecer-se.
Cirurgiões contactados pela imprensa internacional consideram pouco provável que o procedimento tenha sido assim tão simples pois, nesse caso, a hospitalização não passaria de uma semana. A menos, acrescentam, que o abcesso tivesse origem maligna. O jornal oposicionista ‘El Universal’ adianta várias hipóteses para a doença do presidente, incluindo, cirurgias plásticas, lesão grave na coluna e até cancro.
Utilizador assíduo do twitter, Chávez não escreve uma linha desde a cirurgia. Na única entrevista que deu, por telefone, horas depois da operação, afirmou à Tv Telesur que a operação tinha sido um sucesso e que em breve estaria em Caracas, mas não tal não aconteceu.
A prova de que o problema não é assim tão simples foi a autorização concedida pelo Parlamento a Chávez para governar a partir de Cuba, sem ter de entregar o cargo ao vice-presidente, como manda a Constituição.
A única imagem divulgada de Chávez, internado quando efectuava uma visita oficial a Cuba, nestes 12 dias é uma foto supostamente no hospital, com Fidel e Raúl Castro.