O desenvolvimento da pílula anticoncepcional na década de 1960 trouxe liberdade às mulheres. Libertou a população feminina de um determinismo social que influenciava a sua vida profissional, por exemplo, facilitando o gerenciamento das suas vidas. Mas em pouco tempo, somente suspender a ovulação não era o suficiente, era necessário ter o conforto associado. Para isso, a indústria farmacêutica se concentrou em desenvolver cada vez mais os medicamentos, diminuindo as concentrações hormonais. Os comprimidos foram ficando cada vez menos agressivos ao corpo.
Uma pesquisa recente mostrou que quase 100% das mulheres entrevistadas, independentemente da idade e da classe social, conheciam o método, e por volta de 80% usava ou já havia usado anteriormente este método.
Paralelamente a tudo isso, indústrias farmacêuticas continuaram investindo na pesquisa e outros métodos anticoncepcionais também foram agregados ao rol de opções que as mulheres têm disponíveis actualmente. DIUs, SIUs, implantes, aplicações de hormônio além das barreiras físicas tradicionais (como as camisinhas masculina e feminina).
• Pílulas orais tradicionaisA cartela tem 21, 24 ou 28 comprimidos, dependendo da dosagem ou do ciclo de cada mulher ou, ainda, do hormônio.
Prós: é o método mais tradicional; fácil acesso; culturalmente mais aceito; facilidade de uso; tem diversas fórmulas que se adéquam a todos os perfis de mulheres.
Contras: pode haver intolerância gástrica em algumas mulheres e seu efeito depende da disciplina de quem toma, o que pode reduzir sua eficácia.
• Pílulas orais de uso contínuoAs cartelas podem ser emendadas, causando amenorreia (interrupção da menstruação) em aproximadamente 30% das pacientes. A cada três meses interrompe-se o tratamento.
Prós: similares aos das pílulas tradicionais; entre os períodos de três meses a regra geral é que não ocorra a menstruação (com excepção do primeiro trimestre utilizado).
Contras: similares à pílula tradicional; “sangramento de escape” pode não seguir um ciclo determinado, causando imprevistos.
• AdesivosPara cada mês são necessários três adesivos, trocados a cada sete dias. Na quarta semana ocorre a menstruação.
Prós: não é necessário tomar o medicamento todo dia; é cômodo e discreto; pode ser usado por mulheres com intolerância gástrica.
Contras: não é um método popular ainda; custo um pouco maior.
• DIUDispositivo intrauterino em forma de “T” com as hastes em cobre, que muda o ambiente uterino tornando-o espermaticida.
Prós: não é necessário tomar o medicamento todo dia; é um método discreto; pode ser usado por até dez anos, desde que com controle rigoroso e acompanhamento do médico, especialmente para constatar se o dispositivo se mantém na posição exata indicada; pode ser usado por mulheres com intolerância gástrica.
Contras: aumenta a quantidade do fluxo menstrual; aumenta os dias de menstruação (até dez dias); pode causar cólicas mais intensas em algumas pacientes.
• SIUDispositivo intrauterino em forma de “T” e medicamentado, liberando os hormônios continuamente.
Prós: não é necessário tomar o medicamento todo dia; é um método discreto; pode ser usado por até cinco anos; não precisa estar na posição exata como o DIU, pois é medicamentoso; pode ser usado por mulheres com intolerância gástrica.
Contras: investimento inicial muito alto, apesar de diluir a longo prazo.
• Implante EndodérmicoImplantado sob a pele, o dispositivo libera os hormônios continuamente.
Prós: não é necessário tomar o medicamento todo dia; é um método discreto; pode ser usado por até três anos; pode ser usado por mulheres com intolerância gástrica.
Contras: investimento inicial muito alto, apesar de diluir a longo prazo.
• Injeções de hormôniosInjeções no músculo em intervalos que podem ser mensais ou trimestrais. As gerações mais modernas são microencapsuladas e têm liberação lenta.
Prós: não é necessário tomar o medicamento todo dia e pode ser usado por mulheres com intolerância gástrica.
Contras: caso haja algum sintoma físico indesejado, não é possível interromper o tratamento, pois a dosagem é única e fica no corpo.
• Barreiras físicasAlém dos medicamentos, é sempre bom lembrar que as barreiras físicas também são consideradas métodos contraceptivos.
As mais importantes são os preservativos, tanto masculino quanto feminino – lembrando que esses são os únicos métodos que garantem proteção contra DSTs, inclusive Aids – e o diafragma (que pode ser utilizado por até 24 horas, associado ao espermaticida).